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O Retorno ao Humano e a Arte Sobre a Tecnologia

Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, que começou no Estádio San Siro em 6 de fevereiro, ficou evidente uma escolha artística e simbólica que prioriza o humano, a narrativa cultural e a experiência real sobre o espetáculo tecnológico. Embora grandes eventos internacionais frequentemente sejam marcados por impressionantes recursos de tecnologia digital, drones ou projeções ultra-modernas, a direção criativa desta edição optou por um caminho diferente, mais ligado à emoção, à arte e à participação humana como essência do espetáculo.

Marco Balich, diretor criativo da cerimônia, explicou em entrevista que o evento foi desenhado para ser “very human-driven and human-centred” (“muito centrado no humano”), com foco em narrativa, beleza, figurinos, música e cenografia que dialogam com a história e a cultura do país anfitrião. Ele ressaltou que cada elemento artístico foi pensado para transmitir significado direto às pessoas, especialmente às novas gerações, e que o grande herói da cerimônia não são os efeitos visuais, mas o ser humano, seus sonhos, sua diversidade e suas histórias.

Essa escolha reflete uma sensibilidade que pode ser comparada ao ethos cultural das décadas de 1980 e 1990, períodos em que grandes apresentações e eventos celebravam a música, a moda, o design e o impacto humano de forma visceral, antes da dominação total do digital e das interfaces tecnológicas. Não foi anunciado explicitamente um tema “anos 80/90”, mas a filosofia subjacente certamente ecoa essa estética mais artesanal e centrada na presença real das pessoas, artistas e emoções humanas.

No varejo, especialmente aquele que aposta na experiência do cliente, temos visto um movimento semelhante: apesar de todas as ferramentas digitais à disposição, IA, realidade aumentada, automatização e plataformas virtuais, o futuro mais sustentável do varejo está no resgate das experiências humanas reais. Experiências personalizadas, atendimento empático, storytelling artístico nas vitrines e ações que criam conexão emocional com o público seguem se tornando diferenciais competitivos fortes. Assim como a abertura dos Jogos escolheu arte e narrativa humana como centro do espetáculo, o varejo que prospera hoje investe em interações humanas autênticas, jornadas de compra sensoriais e experiências memoráveis que vão além de cliques e algoritmos.

Em última análise, a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno 2026 nos lembra que tecnologia é ferramenta, mas o impacto duradouro sempre vem do humano, sua cultura, sua arte e sua capacidade de conectar significados.


 
 
 

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